4-2-3-1, agora com Witsel.
Se na minha anterior crónica, defendi a utilização do 4-2-3-1 como sistema alternativo, agora, e já com Witsel nos quadros, este sistema ganha asas para poder ser o sistema base.
Witsel apresenta-se como um médio que pode actuar como 8 ou 10, sendo agressivo a defender, inteligente quer no posicionamento quer na definição das jogadas, e acima de tudo, é um jogador com elevados recursos técnicos. Com estas características, adequa-se perfeitamente como nº8 que por norma será mais ofensivo no duplo pivot do 4-2-3-1. Fazendo dupla com Javi, irá ficar mais liberto para missões ofensivas, e dependendo do adversário, poderá actuar mais como médio de equilíbrio (frente a adversários mais complicados), ou então como primeiro armador de jogo (frente a adversários em que teoricamente o Benfica irá dominar todo o encontro). Mesmo para jogos das competições europeias, conseguiremos manter o equilíbrio e a posse bola, actuando com Javi, Witsel e Aimar, em simultâneo, ou adicionando Matic, caso algum destes elementos esteja impossibilitado. Em 4-2-3-1, os riscos de fazer uma ridícula participação na liga dos campeões como no ano passado, em 4-1-3-2, serão bem minimizados. Está assim encontrado o jogador chave que nos irá permitir actuar de várias maneiras, efectuando algumas nuances no sistema, consoante o desafio.
Neste âmbito, o 4-2-3-1 ganha forma. Com Javi-Aimar, Javi-Witsel, Matic-Aimar, Matic-Witsel, a equipa irá ganhar equilíbrio, formando-se a dupla de acordo com as características do encontro, podendo adicionar Ruben Amorim a esse lote, quando necessário. Apesar de Witsel ser voluntarioso e não virar a cara à luta, terá sempre de ter a companhia de alguém para concluir as missões defensivas com sucesso. Enzo poderá também actuar como interior, mas primeiro, terá que cumprir uma fase de adaptação ao jogo europeu e às ideias do treinador. O mesmo se passa com Bruno César, que está a ter um início de época algo discreto, com dificuldade em impor o seu futebol, mas é, claramente, jogador para jogar a 10. Por sua vez, Nuno Coelho, apesar de ser um médio muito inteligente, que não vira a cara à luta e joga simples e fácil, parece ser opção em último recurso, para Jesus, sendo então mais um jogador que justifica a equipa jogar num sistema que seja possível manter a posse de bola.
Desta forma, devido à adaptabilidade e inteligência de Witsel e de Aimar, poderá estar encontrado o equilíbrio, assumindo-se o 4-2-3-1 como o sistema ideal para este conjunto de jogadores. Devido à grande quantidade de jogadores para a posição 10/2ºavançado (Bruno César, Gaitán, Saviola, Aimar, Jara, Rodrigo, Rodrigo Mora), Aimar poderá jogar no duplo pivot, podendo rodar pela titularidade com Witsel, gerindo deste modo a condição física de Aimar, não descuidando a qualidade de jogo. Apesar de esquecido e nem sempre em boas condições físicas, Rúben Amorim poderá também assumir também um papel importante neste duplo pivot. Assim, poderá haver rotação, evitando os lastimáveis finais de época em termos físicos, que as equipas de Jesus por têm apresentado.
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